sexta-feira, 12 de março de 2021

O MATERIAL GENÉTICO (9° ano) Aula 3 - 1° Bimestre

 O MATERIAL GENÉTICO


O DNA e os genes

O DNA (ácido desoxirribonucleico) é a molécula que contém as informações genéticas hereditárias, ou seja, aquelas que são passadas de geração em geração e que estão relacionadas à manifestação das características. É o DNA que contém as informações para a produção das proteínas do organismo. As proteínas são as moléculas que determinam a estrutura das células e controlam as suas atividades.

A molécula de DNA é constituída de diversas subunidades, os nucleotídios.

Cada nucleotídio de DNA é formado por um açúcar (desoxirribose), por um grupo fosfato e por bases nitrogenadas, que podem ser: adenina (A), guanina (G), citosina (C) ou timina (T). Esses componentes são arranjados em duas cadeias, que se apresentam em um formato helicoidal (dupla-hélice), semelhante a uma escada em caracol. 
As duas cadeias são mantidas unidas por ligações químicas entre as bases nitrogenadas, nas quais a base adenina forma par com a base timina, enquanto a base citosina forma par com a base guanina. Toda informação genética do organismo encontra-se codificada na sequência dessas quatro bases.


Cada molécula de DNA contém milhares de regiões que servem de molde para a codificação de uma molécula de RNA que, em sua maioria, orientará a produção de uma proteína. Essas regiões codificantes são chamadas de genes.

O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula de cadeia única, também formada por nucleotídios. Cada nucleotídio de RNA é constituído de um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada, que pode ser adenina (A), guanina (G), citosina (C) ou uracila (U).

Os genes e a diferenciação celular

Todas as células de um organismo pluricelular se originam de uma única célula: o zigoto. Por isso, as informações genéticas são as mesmas em todas as células do corpo. No entanto, em muitos organismos existem diferentes tipos de célula. Então, como células com o mesmo material genético são diferentes entre si?

Vamos tomar como exemplo o ser humano. Com o desenvolvimento, acontecem divisões celulares, formando novas células e promovendo osa. crescimento do embrião e a formação de diferentes órgãos e tecidos. Esse processo é chamado especialização ou diferenciação celular. Apesar de todas as células desse organismo terem o mesmo material genético, em cada tipo celular apenas uma parte dos genes está ativa, o que define sua especialização. Por esse motivo, uma célula do pâncreas produz o hormônio insulina, e não o pigmento melanina, por exemplo, que é produzido nas células da epiderme e confere a cor da pele.


EM RESUMO...


ATIVIDADE
Copie perguntas e respostas no caderno (levar na próxima aula presencial)

1. Aponte as principais diferenças entre as moléculas de DNA e RNA.

2. Explique geneticamente o que possibilita que uma célula muscular tenha função diferente de uma célula nervosa







ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (8°ano) - Aula 4 - 1° Bimestre

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 


A energia dos alimentos

A energia presente nos nutrientes obtidos pela alimentação é liberada no interior das células após diversas transformações químicas. Essa energia é utilizada nos processos celulares que mantêm o funcionamento do organismo.

A quantidade de energia contida em um nutriente geralmente é expressa em quilocaloria por grama (kcal/g), sendo 1 kcal = 1.000 cal.

Os nutrientes fornecem quantidades diferentes de energia. Portanto, a energia dos alimentos depende do tipo e da quantidade de nutrientes que eles contêm.

Necessidades energéticas

A quantidade de energia utilizada diariamente pelo organismo depende da idade, do sexo, da massa corpórea, da frequência e do tipo de atividade física realizada, entre outros fatores. Em geral, mulheres adultas gastam entre 1.800 kcal e 2.000 kcal, e os homens adultos, entre 2.400 kcal e 2.600 kcal diárias.

A energia dos nutrientes é utilizada para distintas atividades do organismo. Grande parte dela, cerca de 75%, é consumida para atender às necessidades básicas do corpo, denominadas metabolismo basal, como a manutenção da respiração, dos batimentos cardíacos e da temperatura corpórea. Outra parte da energia é utilizada no crescimento e na reposição de células e na atividade muscular, responsável pela movimentação do corpo. São necessárias diferentes quantidades de energia para a realização de atividades distintas. 

Alimentação e saúde

A alimentação está intimamente relacionada à nutrição, ou seja, é por meio da ingestão de alimentos que o organismo obtém os nutrientes para funcionar adequadamente.

Apesar de estarem relacionadas, alimentação e nutrição não são sinônimos. A alimentação também está envolvida no ato de celebrar e confraternizar e no prazer de comer. Assim, as dimensões sociais e Culturais também devem ser levadas em conta ao refletir sobre o que é a alimentação saudável. 

Dessa forma, uma alimentação saudável considera, além da escolha adequada de alimentos, outras práticas, como o local e o horário das refeições e a higiene do corpo, dos alimentos e do ambiente. 


DICAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


1. Faça as refeições com calma

Seu organismo precisa deste tempo para processar os alimentos. Grande parte das enzimas digestivas (50%) são secretadas por estímulos sensoriais (visão, olfato, tato, paladar).

2. Mastigue bem os alimentos

A digestão se inicia na boca com a trituração dos alimentos e ação da salivação. A mastigação deve tornar o alimento pastoso, facilitando o processo digestivo. Quando há ansiedade, o controle da ingestão de alimentos é prejudicado e, muitas vezes, comemos mais. Quando mastigamos bem, automaticamente estamos trabalhando com a ansiedade e promovendo a saciedade fisiológica (verdadeira). Então, não coma em menos de 20 minutos cada refeição.

3. Líquidos x Refeição

Não ingira líquidos junto com as refeições. O líquido faz com que você não mastigue bem os alimentos e atrapalha o processo digestivo. Procure utilizar líquidos 30 minutos antes ou 60 minutos após as refeições principais. 

4. Horários  e local adequado para as refeições

Tenha horário para suas refeições. Ele faz com que nosso organismo mantenha um ritmo, com estabilidade nutricional e hormonal. É importante comer em local apropriado, limpo e sem a presença de celulares ou televisão ligada.

5. Alimente-se a cada 3 horas

Nosso cérebro precisa de aporte constante de glicose (carboidrato). A inconstância em receber esse nutriente, traz redução da nossa disposição, além de proporcionar perda de massa muscular. Além disso, comendo de 3 em 3 horas, a fome e a voracidade se mantêm sob controle, evitando episódios de compulsão alimentar.

6. Alimentos integrais

Consuma alimentos integrais. Eles contém vários nutrientes que estão na película do grão. São excelentes para manter os níveis de glicemia (açúcar no sangue), têm fibras que servirão de alimento para as bactérias benéficas do intestino, ajudam no controle do colesterol e na saciedade.

7. Consuma frutas e hortaliças

Ingira verduras, legumes e frutas. Eles são ótimas fontes de fibras, vitaminas e minerais. 


8. Evite alimentos refinados

Os alimentos considerados brancos (pão, açúcar, trigo, arroz), além de não conter mais a sua película - onde estava a maioria dos nutrientes - também passam por um processo químico chamado de branqueamento. Neste processo, diversas substâncias químicas são adicionadas, com potencial efeito negativo para nosso organismo. Os alimentos refinados não alimentam nossas bactérias "boas". Assim, poderá favorecer o crescimento das bactérias patogênicas (ruins) e desequilibrar nossa flora intestinal.

9. Ingira líquido

A ingestão de líquidos durante o dia faz com que nosso corpo se mantenha bem hidratado e ajude o organismo a transportar os nutrientes que precisamos. O melhor método que temos para verificar nossa hidratação é a cor da urina, a qual deve estar amarela bem clara.

10. Evite os industrializados

Evite alimentos industrializados, processados e embutidos. Estes produtos contêm inúmeras substâncias químicas que não são reconhecidas pelo nosso organismo. O consumo desses alimentos em quantidade excessiva demanda trabalho do fígado para neutralizar corantes, conservantes, etc, e depois eliminá-los, muitas vezes com auxílio dos rins. Alguns produtos com potencial efeito cancerígeno podem ser recebidos pela ingestão desses produtos ou serem produzidos no processo de desintoxicação. Pode haver comprometimento do sistema imunológico e processos alérgicos devido à ingestão de produtos estranhos ao nosso organismo.


ATIVIDADE

Copie perguntas e respostas no caderno (enviar pelo whatsapp)

Não esqueça do cabeçalho

1. Durante um dia da semana, registre sua alimentação. Nesse registro, considere outras informações além da lista de alimentos consumidos em cada refeição. Anote os horários e os locais das refeições, as condições do local escolhido, a quantidade de água ingerida, entre outros aspectos. Organize os dados coletados e, em seguida, responda:

a) Durante o período observado, sua alimentação pode ser considerada saudável? Justifique. b) Quais alterações poderiam ser feitas para adequar sua alimentação às recomendações para uma alimentação saudável?




quinta-feira, 11 de março de 2021

CARBOIDRATOS, LIPÍDIOS E PROTEÍNAS (8° ano) - Aula 3 - 1° Bimestre

 CARBOIDRATOS, LIPÍDIOS E PROTEÍNAS 


Os carboidratos


Os carboidratos, ou glicídios, são a principal fonte de energia do organismo e estão presentes em vários alimentos, como nas frutas, no leite, nas raízes, nos cereais, nas farinhas e no mel. De acordo com a sua estrutura química, eles podem ser classificados como simples ou complexos. Os carboidratos simples, como a glicose, e alguns carboidratos complexos, como a sacarose, em geral, são adocicados e, por isso, são conhecidos como açúcares. 

A glicose é o principal nutriente que fornece a energia necessária para o funcionamento do organismo. Durante a digestão, muitos carboidratos complexos dão origem à glicose. A sacarose, conhecida como açúcar comum, no Brasil, é obtida da cana-de-açúcar. A celulose e o amido são exemplos de carboidratos complexos que não têm sabor adocicado. 

O amido é utilizado como material de reserva energética pelas plantas por ser constituído da união de várias unidades de glicose. Encontra-se, por exemplo, na batata, no milho, no arroz, na mandioca e nos alimentos elaborados com grãos de trigo, como pães e massas.

Já a celulose é encontrada em todas as plantas, pois constitui a parede celular das células vegetais e compõe as fibras alimentares. As fibras não são digeridas pelo organismo humano, porém, com a ingestão adequada de água, auxiliam no funcionamento do intestino.

Embora sejam muito importantes para o corpo humano, os carboidratos não devem ser consumidos em excesso, pois a energia proveniente desses alimentos, quando não utilizada pelo organismo, é acumulada na forma de lipídios, podendo levar o indivíduo a engordar.

Os lipídios



Os lipídios, popularmente conhecidos como óleos e gorduras, são compostos pouco solúveis em água, que podem ser de origem animal ou vegetal.

No corpo humano, os lipídios também atuam como fonte de energia, geralmente sendo mobilizados na falta de carboidratos. Além da função de reserva de energia, esses nutrientes participam da composição da membrana das células, estão relacionados à produção de algumas vitaminas e hormônios e auxiliam na manutenção da temperatura do corpo, pois formam uma camada isolante sob a pele, evitando a perda de calor.

A gordura, o colesterol e a cera produzida pelas abelhas são alguns exemplos de lipídios de origem animal. A gordura e o colesterol são encontrados na gema do ovo, nas carnes, no leite e em seus derivados. Em quantidade adequada, o colesterol e importante para a formação de alguns hormônios e a produção de vitamina D.

O consumo excessivo de lipídios de origem animal está associado a muitos problemas de saúde. O acúmulo de gordura pode entupir as artérias e causar doenças cardiovasculares. O colesterol, quando em níveis elevados no sangue, favorece esse acumulo.

Os lipídios de origem vegetal são encontrados nos óleos vegetais, como o azeite de oliva e o óleo de girassol, no abacate, no amendoim, nas castanhas e nas nozes, entre outros.

As proteínas


As proteínas são compostos grandes formados por unidades mais simples, denominadas aminoácidos. São a matéria-prima básica da estrutura e do funcionamento das células. Entram na composição dos músculos, do cabelo, da pele, das unhas e de muitos outros tecidos e órgãos.

Além da função estrutural, as proteínas atuam como enzimas, substâncias que facilitam as reações químicas no organismo, como as reações da digestão; atuam na coagulação sanguínea; formam os anticorpos que defendem o organismo de infecções; entre outras funções.

As proteínas também atuam como fonte de energia quando as reservas de carboidratos e de lipídios se esgotam. Os alimentos de origem animal, como a clara de ovo, as carnes, o leite e seus derivados e alguns alimentos de origem vegetal, como o feijão, a lentilha, a soja, a ervilha e o grão-de-bico, são importantes fontes de proteínas.


ATIVIDADE
Copie perguntas e respostas no caderno (enviar pelo whatsapp)

Não esqueça do cabeçalho

1. A obesidade e algumas doenças cardiovasculares estão relacionadas ao consumo excessivo de alimentos ricos em lipídios. A eliminação total de lipídios da dieta de uma pessoa seria uma atitude saudável? Justifique.

2. Considere um prato com arro\, feijão, farofa, alface e carne. Quais são as fontes de carboidratos e proteínas dessa refeição?

O PLANETA EM TRANSFORMAÇÃO (7° ANO) - Aula 3 - 1° Bimestre

 A LITOSFERA


As transformações pelas quais o planeta passou desde sua formação foram determinantes para o surgimento da vida na Terra. Nos primórdios, esse processo era intenso; o planeta continua se transformando, embora mais lentamente.

Algumas dessas transformações ocorrem na litosfera, camada de rocha sólida que recobre a superfície terrestre, formada pela crosta e por parte do manto superior. 



A litosfera é composta de placas apoiadas sobre uma camada de rochas cujo estado físico varia entre o sólido e o líquido, apre sentando viscosidade e possibilitando deslocamentos da litosfera. Essas placas se "encaixam" umas nas outras, como as peças de um quebra-cabeça, e recebem o nome de placas litosféricas ou placas tectônicas.

As placas litosféricas movem-se constantemente, modificando continuamente a superfície do planeta. Esse processo está relacionado a fenômenos como a formação de montanhas, o surgimento de ilhas, o alagamento de áreas, entre outros fenômenos naturais.

Há três tipos de movimento relacionados às placas litosféricas:

• colisão: as placas podem se chocar, provocando enruga mento e formando grandes cadeias de montanhas nos continentes (por exemplo, Andes, Alpes e Himalaia);

• afastamento: as placas podem se afastar umas das outras, abrindo espaços. Desse modo, o material do interior da Terra torna-se líquido (magma) e ocupa o espaço aberto, que ao se resfriar pode dar origem a novas rochas;

• deslizamento lateral: parte do contorno das placas sofre apenas deslizamento lateral, sem colisão nem afastamento.

Os terremotos: As Placas Tectônicas flutuam sobre um líquido muito quente e pastoso, chamado de magma. Em razão dessas flutuações, essas placas estão em constantes movimentos e, eventualmente, encontram-se, provocando os terremotos. O local onde eles surgem (no subsolo) é chamado de hipocentro, e o lugar na superfície terrestre onde eles primeiro se manifestam é chamado de epicentro.

Quando os terremotos ocorrem em regiões localizadas no oceano, podem provocar os Tsunamis, que são ondas gigantes que invadem o litoral de alguns países e provocam caos e destruição.


Quando os terremotos ocorrem em regiões localizadas no oceano, podem provocar os Tsunamis, que são ondas gigantes que invadem o litoral de alguns países e provocam caos e destruição

Vulcanismo: Se refere ao conjunto de processos relacionados ao derrame na superfície terrestre de lava – magma que chega à superfície, gases e outros produtos provenientes do interior da Terra. Quando a lava e outros materiais extravasam dos vulcões, ocorre uma erupção vulcânica.

 


DERIVA CONTINENTAL

 Como vimos anteriormente, as placas tectônicas estão em constante movimento, colidindo, deslizando ou afastando-se uma das outras. Agora iremos estudar a teoria que explica como os continentes nem sempre tiveram o formato que conhecemos hoje.

A Deriva Continental é uma teoria que afirma que, um dia, todos os atuais continentes formavam apenas uma única massa de terra firme, chamada de Pangeia. Esse supercontinente, graças ao movimento das Placas Tectônicas, fragmentou-se várias vezes até proporcionar a atual forma das massas terrestres.

As primeiras suspeitas de que os continentes estariam se separando em alguns lugares e se aproximando em outros datam do século XVI, quando Abraham Ortelius, em 1596, observou que a América do Sul, por exemplo, encaixava-se perfeitamente na África. Assim, ele sugeria que as Américas teriam se separado da África e da Europa.

No entanto, apenas em 1912 que o primeiro geólogo elaborou uma teoria formal de que os continentes, em algum momento na história geológica, teriam sido apenas um. Ele observou que alguns fósseis, tipos de solo e vegetações eram iguais ou parecidos em diferentes regiões da Terra separadas por oceanos.

Até 200 milhões de anos atrás, o mundo conhecia apenas a Pangeia. Porém, há 130 milhões de anos, ele fragmentou-se em dois: a Laurásia e a Gondwana. Depois disso, as fragmentações continuaram acontecendo, dividindo os continentes e juntando a Índia com a Ásia.

 



ATIVIDADE

Copie perguntas e respostas no caderno (enviar pelo whatsapp)

Não esqueça do cabeçalho


     1.    O que é crosta litosfera ou crosta terrestre?

     2.    O que são placas tectônicas? 

     3.    Quais os movimentos realizados pelas placas tectônicas? 

4.    Por que ocorrem os terremotos?

 


terça-feira, 2 de março de 2021

Evidências da Evolução (9° ano) Aula 2 - 1° Bimestre

 

Evidências da Evolução

 


 

No mundo científico, as hipóteses são elaboradas como respostas para determinadas perguntas acerca de um fenômeno específico. Quando uma hipótese é confirmada diversas vezes, por experimentações e/ou um conjunto de evidências, ela tem grandes chances de se tornar uma teoria.
Assim, a Teoria da Evolução reúne uma série de evidências e provas que a faz ser irrefutável até o presente momento.

 

TEORIAS EVOLUTIVAS E SUAS EVIDÊNCIAS

 

Segundo as teorias evolutivas, a vida surgiu no planeta e desde então espécies têm surgido, desaparecido e mudado ao longo do tempo. Diversas evidências sustentam esse fato e a seguir vamos conhecer cada uma delas.

 

→ Evidência Fóssil

Os fósseis são restos ou vestígios de organismos preservados que possuem mais de 10 mil anos e fornecem importantes informações a respeito da vida nos tempos pretéritos e como era o ambiente em determinada época. Ossos, marcas de dentes, pegadas e fezes petrificadas são exemplos de fósseis.

Os fósseis são considerados evidências da evolução porque, por meio deles, é possível observar as características de seres vivos que hoje não mais compõem a fauna e a flora do planeta. Analisando o conjunto de organismos fósseis, é possível ver que o planeta em que vivemos hoje é completamente diferente biologicamente do planeta de 65 milhões de anos atrás. Assim sendo, eles comprovam que a vida surgiu e modificou-se através do tempo.


 → Evidências anatômicas e fisiológicas

Algumas espécies apresentam características anatômicas que muito se assemelham com aquelas presentes em indivíduos de outras espécies. Apesar de muitas vezes essas estruturas não apresentarem a mesma função, é possível inferir que, em algum momento, essas espécies possuíram um ancestral comum.


→ Evidências celulares e moleculares

A análise das células e a bioquímica dos organismos têm revelado que existe muita semelhança entre todos os seres vivos. Esse fato sugere que, em algum ponto da história evolutiva, tivemos um ancestral comum.

Quando analisamos as células, é possível perceber que as espécies são bastante semelhantes entre si. A semelhança também é grande entre o código genético, uma vez que o DNA e o RNA possuem apenas quatro bases diferentes. Essas bases são as responsáveis pelas características de todos os seres vivos existentes no planeta.

Percebe-se, portanto, que a teoria da evolução é sustentada por diversos pilares e cada dia é mais evidente que os seres vivos sofrem mudanças através do tempo.

  

NEODARWINISMO

 O Neodarwinismo chamado também de "Teoria Sintética (ou Moderna) da Evolução" surgiu no século XX. Está relacionada com os estudos evolucionistas do naturalista inglês Charles Darwin e as novas descobertas no campo da genética. As lacunas que surgiram após a publicação da obra “Origem das Espécies" (1859) de Darwin, foram desvendadas pelo avanço dos estudos genéticos.

Aceita atualmente pela maioria dos cientistas, a teoria moderna da evolução se tornou um tipo de eixo central da biologia, aproximando disciplinas como sistemática, citologia e paleontologia.


Lamarckismo, Darwinismo e Neodarwinismo

 

Ideias de Lamarck

Sendo assim, o conjunto das teorias evolucionistas sugeridas pelo naturalista francês Jean-Baptiste de Lamarck (1744-1829), que propunha as leis: “Lei do Uso e do Desuso” e a “Lei da Transmissão dos Caracteres Adquiridos” foi genial para a época em que ele as criou (1809), pois acreditava-se que as espécies eram imutáveis desde a sua origem.

Ideias de Darwin

Por sua vez, Darwin (1809-1882) formulou sua teoria da evolução que revolucionou o mundo, e em especial suas conclusões sobre a seleção natural.

Para Darwin, todas as espécies atuais se originaram, através de modificações que sofreram ao longo de milhares de anos, a partir de ancestrais comuns. Foi o ambiente que atuou, limitando a continuidade de algumas espécies menos adaptadas e favorecendo que espécies mais adaptadas se perpetuassem. É o processo da seleção natural agindo sobre os organismos.

Assim como Darwin, outro naturalista britânico da época chegou a conclusões muito semelhantes sobre a origem e evolução das espécies, tendo os dois anunciado à sociedade científica em 1858 suas ideias, era Alfred Russel Wallace, que é pouco citado.

Neodarwinismo

O que Darwin e seus contemporâneos não conseguiram explicar começou a ser esclarecido poucos anos mais tarde pelo austríaco Gregor Mendel (1822-1884). O monge botânico realizou diversas experiências com cruzamento de plantas, em especial ervilhas.

A partir do conhecimento do mecanismo genético da hereditariedade, algumas lacunas no processo evolutivo foram esclarecidas. Com isso a teoria da evolução passou a ser uma referência fundamental para a explicação de muitos processos biológicos.

 

ATIVIDADE

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Não esqueça do cabeçalho

1. Como o estudo de fósseis pode ajudar a compreender a evolução biológica?

2. Com relação ao mundo científico, qual a diferença entre uma teoria científica, hipótese e lei.

O que é evolução (9° ano) Aula 1 - 1° Bimestre

 Ideias Evolucionistas

 



O que é EVOLUÇÃO?

Achados fósseis indicam que com o passar de milhares de gerações os seres vivos sofreram graduais modificações até chegar aos que atualmente povoam a Terra. Essas modificações dos seres vivos do longo do tempo que deu origem aos seres atualmente existentes é chamada de EVOLUÇÃO.
Anteriormente era bem difundida a ideia de que as espécies eram fixas, ou seja, não sofriam nenhuma mudança em seus corpos com o passar do tempo. Segundo essa hipótese, todas as espécies que vivem hoje já existiam no passado e não passaram por modificação. Com o avanço dos estudos em paleontologia e o conhecimento maior a respeito dos fósseis, dúvidas começaram a surgir. Entretanto, apesar de alguns cientistas afirmarem que ocorriam mudanças, eles não conheciam os mecanismos que levavam à evolução.

 

Explicação LAMARCKISTA

O primeiro pesquisador a formular uma hipótese a respeito da evolução das espécies foi Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829). Segundo Lamarck, de acordo com as suas necessidades, um organismo passava a utilizar com maior frequência alguns órgãos, fazendo com que estes se desenvolvessem mais que os outros. Essa lei ficou conhecida como “Lei do uso e desuso” e, além de destacar o maior desenvolvimento de estruturas usadas com frequência, enfatizava que aquelas pouco utilizadas atrofiavam-se.

Para explicar sua teoria, Lamarck utilizou como exemplo o pescoço longo das girafas. Segundo esse pesquisador, existiam inicialmente girafas com pescoço curto, todavia, elas tinham de esticar-se para alcançar o alimento em árvores altas. Diante do esforço constante para conseguir alimento, o pescoço foi aumentando de tamanho progressivamente e, a cada geração, apresentava-se maior do que na geração anterior. Lamarck concluiu, portanto, que o uso levou ao aumento do pescoço.

 


 

Lamarck, em razão principalmente da falta de tecnologia e conhecimento na época, pecou em vários aspectos de sua teoria.

1. O uso e o desuso não provocam o surgimento de características que podem ser transmitidas aos descendentes. Ex: Se uma pessoa faz exercícios com frequência, por exemplo, não conseguirá passar seu porte atlético aos seus filhos.

2. Nenhuma característica adquirida durante a vida pode ser repassada para os descendentes, uma vez que apenas alterações a nível genético podem ser herdadas.



Explicação DARWINISMO

Darwinismo é o conjunto dos estudos e teorias relativas à evolução das espécies, desenvolvidos pelo naturalista inglês Charles Darwin (1808-1882).

A teoria da evolução defende que todas as espécies descendem de ancestrais comuns que ao longo do tempo geológico foram sofrendo alterações.

Essas modificações são imperceptíveis de uma geração para outra, porém, ao longo do tempo, quando somadas e acumuladas, tornam-se perceptíveis e justificam as diferenças entre as novas espécies assim originadas.

Essa teoria criou forma após esse naturalista inglês realizar uma viagem ao redor do mundo a bordo de um navio chamado H.M.S. Beagle.

Durante a viagem, que se iniciou em 1831 e terminou em 1836, Darwin realizou diversas observações a respeito da fauna e flora mundial que o fizeram perceber que os organismos vivos modificavam-se através do tempo. Ao fim da viagem, ele não compreendia bem o mecanismo evolutivo, apenas aceitava que ele existia.

Em 1838, Darwin leu o trabalho de Thomas Malthus em que o autor fazia relação entre o aumento da população humana e a fome. Segundo Malthus, a população crescia em progressão geométrica, enquanto os alimentos, por sua vez, cresciam em progressão aritmética. Isso com o tempo levaria a população à fome.

Após a leitura, Darwin concluiu que, nas outras populações de seres vivos, o tamanho populacional não aumentava como acontecia com os humanos e que, de alguma forma, o meio impunha um limite nesse crescimento. Segundo Darwin, haveria uma “luta pela sobrevivência” e apenas aqueles com características mais vantajosas poderiam sobreviver e reproduzir-se.

Os indivíduos com características menos vantajosas não sobreviveriam às pressões do meio e, consequentemente, não se reproduziriam. Dessa forma, com o tempo, os indivíduos com essas características desapareceriam. Surgiu aí o conceito de seleção natural, no qual apenas o organismo mais apto é selecionado pelo meio e transmite suas características aos seus descendentes.

Segundo Darwin, depois de várias gerações, características seriam passadas e as espécies ficariam muito distintas daquelas que as originaram. Dessa forma, surgiriam novas espécies de uma maneira direcional, lenta e gradual. Darwin afirmava também que todos os seres vivos sofriam mudanças, sendo assim, todos os organismos existentes no planeta atualmente em algum momento da historia evolutiva compartilharam um ancestral comum.

 


No ano de 1858, Darwin recebeu uma carta de Wallace, um naturalista inglês. Na carta, o naturalista contava suas ideias, que eram muito parecidas com as conclusões de Darwin. Os dois, então, escreveram um trabalho que foi apresentado em uma reunião da Sociedade Linneana.

Diante das conclusões semelhantes de Wallace, Darwin apressou a publicação de seu trabalho e, em 1859, publicou sua obra mundialmente conhecida: A Origem das Espécies. Nesse livro ele apresentou sua teoria da evolução, na qual dois pontos merecem destaque: a seleção natural e a ancestralidade comum.

O darwinismo, apesar de não conseguir explicar como as mudanças ocorriam nos organismos e como essas eram passadas aos descendentes, influenciou profundamente os evolucionistas de todo o mundo e tornou-se a base da teoria evolutiva moderna.



ATIVIDADE

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Não esqueça do cabeçalho


1. Cite uma semelhança e uma diferença entre a teoria proposta por Lamarck e a teoria proposta por Darwin e Wallace.

2. Explique o que é e como atua a seleção natural. 

NUTRIÇÃO, VITAMINAS E SAIS MINERAIS (8° ANO) Aula 2 - 1° Bimestre

 NUTRIÇÃO E OS ALIMENTOS



A NUTRIÇÃO é o conjunto de processos que envolve desde a ingestão de alimentos e a assimilação de compostos úteis para as células até a distribuição dos nutrientes pelo corpo e a eliminação dos resíduos nocivos ao organismo, abrangendo a digestão, a respiração, a circulação, a excreção e a coordenação dessas atividades

É por meio desses processos que os seres humanos transformam os recursos obtidos do meio (alimentos e gás oxigênio) em energia e matérias- primas para o corpo. Portanto, a nutrição está intimamente relacionada com a manutenção da homeostase do organismo.

A digestão é um processo realizado no sistema digestório. Consiste no processamento e na transformação do alimento em compostos menores e mais simples: os nutrientes. Estes são distribuídos pelo sangue e absorvidos pelas células do corpo. 

A respiração pulmonar é realizada no sistema respiratório. Nela, o gás oxigênio do ar é captado nos pulmões, absorvido pelo sangue e distribuído para as células do corpo; o gás carbônico é retirado dos tecidos pelo sangue e eliminado pelos pulmões. No interior das células, ocorre a respiração celular, na qual o gás oxigênio participa de transformações químicas que permitem aproveitar a energia contida nos nutrientes obtidos por meio da digestão.

A maior parte da excreção ocorre pelo sistema urinário e consiste na eliminação de materiais em excesso ou resíduos tóxicos produzidos pelas atividades celulares. Essas excretas são eliminadas, em sua maioria, com a urina

O sistema cardiovascular contribui para o bom funcionamento dos sistemas digestório, respiratório e urinário, pois a circulação sanguínea transporta para todas as células do corpo o gás oxigênio e os nutrientes provenientes da digestão. Além disso, transporta os resíduos produzidos nas células até os órgãos que os eliminam do organismo.


OS ALIMENTOS E OS NUTRIENTES

Os nutrientes são compostos obtidos dos alimentos. Eles fornecem energia para as atividades vitais, constituem a base estrutural dos seres vivos, compondo as diversas estruturas do corpo, além de regular as diferentes funções do organismo. 

Há cinco tipos de nutriente: as vitaminas, os sais minerais, os carboidratos, os lipídios e as proteínas.


VITAMINAS E SAIS MINERAIS 



As vitaminas são nutrientes que regulam diversas atividades que ocorrem no organismo, portanto são indispensáveis ao crescimento e ao funcionamento adequado do corpo. A carência ou o excesso desses nutrientes prejudicam a saúde.

São encontradas em diferentes tipos de alimento, como derivados do leite, frutas, hortaliças e óleos.

Os sais minerais são nutrientes que fornecem ao organismo elementos químicos importantes, como o sódio, o potássio, o cálcio e o ferro, entre outros. Como exemplos de sais minerais, podemos citar o cloreto de sódio (sal de cozinha), o cloreto férrico, o fosfato de cálcio e o fosfato de magnésio.

O sódio e o potássio regulam a quantidade de água do corpo, o funcionamento do sistema nervoso e a contração muscular; o cálcio e o fosfato participam da composição dos ossos e dos dentes; o iodo participa do funcionamento da glândula tireóidea.

Os sais minerais estão presentes na água, nas frutas, no leite, nos frutos do mar e em diversos outros alimentos.


ATIVIDADE

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Não esqueça do cabeçalho

1. Nutrição é sinônimo de digestão? Justifique sua resposta

2. Márcia trabalha o dia todo em um escritório. Embora se alimente adequadamente e consuma vitaminas e sais minerais na quantidade necessária, um exame médico constatou que seu organismo apresenta deficiência de Vitamina D. Que orientação o médico poderia dar a Márcia para suprir essa carência?

segunda-feira, 1 de março de 2021

A ORGANIZAÇÃO DO CORPO HUMANO (8° ANO) - Aula 1 - 1° Bimestre

 A ORGANIZAÇÃO DO CORPO HUMANO

O corpo humano pode ser compreendido em diferentes níveis. Partindo das células, consideradas as unidades funcionais do corpo, há os tecidos, os órgãos e os sistemas, até formar o organismo como um todo, No corpo humano, existem diferentes tipos de células, como as que secretam substancias, as que transportam gases, os que protegem o organismo contra doenças, as que revestem o corpo, entre outras.

Um tecido é formado por células semelhantes que desempenham a mesma função, o tecido muscular, por exemplo, e constituído de células especializadas em se contrair, participando dos movimentos do corpo.

Um órgão é formado por tecidos diferentes. Órgão é a unidade anatômica e funcional presente apenas em organismos pluricelulares complexos, como os animais vertebrados. O coração é um órgão composto de diversos tecidos, sendo o principal deles o tecido muscular cardíaco, que permite a esse órgão bombear o sangue para as demais partes do corpo.

Um conjunto de órgãos integrados entre si, atuando de maneira coordenada para o desempenho de determinadas funções corporais, constitui um sistema. O corpo humano apresenta muitos sistemas, como o sistema cardiovascular, o sistema genital o o sistema nervoso. Os vários sistemas, atuando de forma conjunta, constituem o organismo.



Homeostase


Qual é a temperatura do ambiente em que você se encontra agora? Provavelmente não seja exatamente 37º C. Mas seu corpo, com certeza está bem próximo desse valor. Se sua temperatura corporal central não estiver dentro de limites relativamente estreitos - entre 35º C a 41,7º C, os resultados podem ser perigosos ou até mesmo mortais.

Tendo em vista a organização do corpo humano, o funcionamento adequado do organismo depende do funcionamento das células.

As células necessitam constantemente de nutrientes e gás oxigênio para realizar suas atividades. Elas retiram o que necessitam do fluido extracelular e nele eliminam os resíduos de seu funcionamento, como o gás carbônico. Dessa forma, as condições do organismo precisam se manter adequadas e relativamente estáveis para possibilitar as atividades celulares e a sobrevivência.

A preservação do equilíbrio do ambiente interno do corpo, chamada homeostase, é realizada de maneira integrada pelos diferentes sistemas. Os sistemas endócrino e nervoso são os responsáveis por coordenar as atividades dos demais sistemas. Eles reconhecem os sinais internos e externos e enviam respostas, que resultam em ações específicas para a manutenção da homeostase.

Entre as ações realizadas pelos sistemas de coordenação para manter o equilíbrio interno, temos o controle da temperatura corporal e as sensações de sede e de fome.


ATIVIDADE

Copie perguntas e respostas no caderno (enviar pelo whatsapp)
Não esqueça do cabeçalho

1. Elabore uma tabela que relacione cada nível de organização do corpo com um exemplo presente nos seres humanos.

2. Qual é a importância da homeostase para as atividades celulares?

OS PRIMEIROS SERES VIVOS E A ORIGEM DA VIDA - (7° ano) - Aula 2 - 1° Bimestre

 A Terra Primitiva



Estudos indicam que a Terra tem cerca de 4,6 bilhões de anos e foi formada pela aglomeração de partículas de uma enorme nuvem de poeira estelar. No inicio de sua formação, a temperatura era muito elevada e a superfície era em grande parte formada por rocha derretida. Além disso, o planeta era intensamente atingido por corpos vindos do espaço, como asteroides.

Durante um período da história da Terra, não havia água líquida na superfície do planeta por causa de sua temperatura e de outros fatores. A água evaporava e, ao atingir grandes altitudes, resfriava-se gerando nuvens e chuva; essa chuva evaporava novamente antes de atingir a superfície da Terra. 

Com o passar dos anos, a superfície da Terra se esfriou, permitindo que água em estado líquido se acumulasse nas regiões mais baixas, que formariam os oceanos. Foi provavelmente nesses oceanos que surgiram os primeiros seres vivos.


Surgimento da Vida

Estima-se que a vida na Terra originou-se há cerca de 3,5 bilhões de anos com estruturas que apresentavam características típicas dos seres vivos, como metabolismo e reprodução. Alguns estudos indicam que a vida surgiu de transformações de materiais presentes nos oceanos primitivos.

Ao longo do tempo, esses materiais teriam se organizado formando substâncias cada vez mais complexas, dando origem às estruturas que formaram os seres vivos primitivos. Outros estudos indicam que algumas dessas substâncias podem ter chegado à Terra em asteroides.

Não se sabe exatamente como eram os primeiros seres vivos. Acredita-se que eles eram microscópicos, muito parecidos com os mais simples microrganismos atuais.


Evidências indicam que toda a diversidade de formas de vida originou-se dos primeiros seres vivos, que sofreram modificações ao longo de bilhões de anos. O surgimento e a extinção de grupos de seres vivos são processos que continuam a ocorrer atualmente.


TEORIAS SOBRE A ORIGEM DA VIDA 

Ao longo da história, diferentes explicações sobre a origem da vida foram concebidas. Muitas delas foram refutadas pesquisas e experimentos, enquanto outras foram confirmadas.


GERAÇÃO ESPONTÂNEA E BIOGÊNESE

De acordo com a teoria da geração espontânea ou abiogênese, algumas formas de vida podem aparecer da matéria sem vida, ou seja, originar-se de outra maneira que não seja a reprodução de um ser vivo.
Já a teoria da biogênese afirma que os seres vivos só podem ser originados de outros seres vivos.
Diversos experimentos, testes e debates foram realizados para testar diferentes aspectos dessas teorias


EXPERIMENTO DE REDI

O experimento de Redi foi um dos primeiros a explicar a origem dos seres vivos, em meados do século XVII. Francesco Redi era uma médico e cientista italiano e questionou a teoria da geração espontânea ou da abiogênese.

Passo a passo do experimento de Redi

Redi foi o primeiro cientista a questionar a Teoria da Abiogênese. Ele acreditava que os organismos vivos não se originavam espontaneamente. Redi foi um defensor da Biogênese. Em seu experimento, Redi colocou cadáveres de animais em frascos com bocas largas. Alguns foram vedados com uma gaze fina e outros deixados abertos.

Após alguns dias, observou que os frascos abertos, nos quais moscas podiam entrar e sair, surgiram vermes. Enquanto isso, nos frascos fechados não haviam vermes. Isso porque, as moscas não podiam entrar, ou seja, as larvas não se originavam espontaneamente da carne, mas nasciam de ovos depositados pelas moscas. 

Experimento de Redi
Demonstração do experimento de Redi

Assim, Redi confirmou e teve aceita a sua hipótese e a teoria da abiogênese começou a perder credibilidade.


OS EXPERIMENTOS DE NEEDHAM E SPALLANZANI

Em 1745, o cientista inglês John T. Needham (1713-1781) realizou vários experimentos em que submetia à fervura frascos contendo substancias nutritivas. Após a fervura, fechava os frascos com rolhas e deixava-os em repouso por alguns dias. Depois ao examinar essas soluções ao microscópio, Needham observava a presença de microrganismos.

A explicação que ele deu a seus resultados foi de que os microrganismos teriam surgido por geração espontânea. Ele dizia que a solução nutritiva continha uma “força vital” responsável pelo surgimento das forças vivas.

Posteriormente, em 1770, o pesquisador italiano Lazzaro Spallanzani (1729-1799) repetiu os experimentos de Needham, com algumas modificações, e obteve resultados diferentes.


Lazzaro Spallanzani

Spallanzani colocou substâncias nutritivas em balões de vidro, fechando-os hermeticamente. Esses balões assim preparados eram colocados em caldeirões com água e submetidos à fervura durante algum tempo. Deixava resfriar por alguns dias e então ele abria os frascos e observava o líquido ao microscópio. Nenhum organismo estava presente.

Spallanzani explicou que Needham não havia fervido sua solução nutritiva por tempo suficientemente longo para matar todos os microrganismos existentes nela e, assim, esterelizá-la. Needham respondeu a essas críticas dizendo que, ao ferver por muito tempo as substâncias nutritivas em recipientes hermeticamente fechados, Spallanzani havia destruído a “força vital” e tornado o ar desfavorável ao aparecimento da vida.

Nessa polêmica, Needham saiu fortalecido.


EXPERIMENTO DE PASTEUR 


Somente por volta de 1860, com os experimentos realizados por Louis Pasteur (1822 – 1895), conseguiu-se comprovar definitivamente que os microorganismos surgem a partir de outros preexistentes.

Os experimentos de Pasteur estão descritos e esquematizados na figura abaixo:

A ausência de microrganismos nos frascos do tipo “pescoço de cisne” mantidos intactos e a presença deles nos frascos cujo “pescoço” havia sido quebrado mostram que o ar contém microrganismos e que estes, ao entrarem em contato com o líquido nutritivo e estéril do balão, desenvolvem-se. No balão intacto, esses microrganismos não conseguem chegar até o líquido nutritivo e estéril, pois ficam retidos no “filtro” formado pelas gotículas de água surgidas no pescoço do balão durante o resfriamento. Já nos frascos em que o pescoço é quebrado, esse “filtro” deixa de existir, e os micróbios presentes no ar podem entrar em contato com o líquido nutritivo, onde encontram condições adequadas para seu desenvolvimento e proliferam.

A hipótese da biogênese passou, a partir de então, a ser aceita universalmente pelos cientistas.


O EXPERIMENTO DE MILLER E UREY

Um aluno chamado Stanley Lloyd Miller e seu professor Harold Urey, construíram em laboratório um sistema que simulava as condições da atmosfera primitiva.



O experimento de Miller era formado por tubos e balões de vidro interligados, onde foram adicionados compostos existentes na atmosfera primitiva, segundo Oparin: amônia (NH3), metano (CH4), hidrogênio (H2) e vapor de água (H2O).
O sistema foi aquecido e recebeu descargas elétricas, simulando a temperatura elevada da época e as tempestades que ocorriam. No condensador a mistura dos gases era resfriada, simulando o resfriamento da Terra, pois as gotículas de água acumuladas escorriam, simulando as chuvas. O aquecimento provocava o ciclo desse processo.

Miller manteve esse sistema por uma semana. Após esse tempo, a água do reservatório, ou armadilha, foi analisada através de vários experimentos e mostrou a presença de aminoácidos e outras substâncias químicas mais simples.

Hoje sabemos que os gases presentes na atmosfera eram bem diferentes dos propostos por Oparin e utilizados por Miller. Experimentos recentes demosntraram que a atmosfera primitiva era formada por gás carbônico (CO2), metano (CH4), monóxido de carbono (CO) e gás nitrogênio (N2).

Mesmo que Miller não tenha usado os mesmos gases, seu experimento mostra que nas condições da Terra primitiva era possível a formação de aminoácidos.


TEORIA DA PANSPERMIA CÓSMICA

Para alguns pesquisadores, a vida começou na Terra por meio de substâncias ou mesmo seres vivos microscópicos provenientes no espaço, que chegaram ao planeta em asteroides e meteoritos.

Essa teoria, voltou a ser bastante discutida nos últimos anos, principalmente depois da descoberta de substâncias orgânicas em meteoritos, asteroides e cometas.



ATIVIDADE
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Não esqueça do cabeçalho

1. Diferencie Biogênese e Abiogênese.

2. Na aula de hoje vimos quatro tipos de experimentos, escolha dois experimentos e descreva o que você entendeu sobre eles.